O encontro teve como objetivo estabelecer um contato mais direto, para que incidentes como o que ocorreu na segunda-feira, sejam evitados.

A semana passada não começou bem na Ceasa Goiás. Isso porque a Centrais ficou sem energia elétrica, em um dos dias mais movimentados, por nada menos que 15 horas. A primeira notificação da falta de energia foi registrada às 7 horas da manhã – o mercado começa a funcionar às 4h –, no auge das transações, e só estabilizou por volta de 22 horas. Com a interrupção do fornecimento de energia foi verificada a perda de cerca de duas toneladas de alimentos perecíveis, sendo que as oscilações no fornecimento, com quedas abruptas, foram causadoras de danos em equipamentos de informática e lâmpadas elétricas nas empresas parceiras.

A boa notícia, porém, foi que a Equatorial buscou fazer contato com a Ceasa/GO e na tarde de quarta-feira, 18, tendo enviado uma equipe à Centrais. O encontro teve como objetivo estabelecer um contato mais direto entre as duas empresas para que incidentes como o que ocorreu na segunda-feira, sejam evitados. Estiveram presentes ao encontro, o presidente da Ceasa, Jardir Lopes de Oliveira, servidores da central, Anderson Xavier, gerente de relacionamento com o poder público da Equatorial e uma consultora de atendimento da energética.

Na ocasião, o presidente da Ceasa pontuou que as medidas adotadas, por parte da Equatorial Energética na solução do problema foram adequadas e até dentro do esperado, porém a demora em atender aos chamados deixou muito a desejar. Segundo ele, para se chegar à descoberta da falha foram necessárias duas quedas no fornecimento de energia, tão logo o problema tivesse sido aparentemente solucionado. Com isso, houve a necessidade de várias visitas das equipes ao entreposto, sendo que o retorno da Equatorial para dar nova solução, demorava um período muito longo em termos de realidade da Ceasa, que trabalha com alimentos altamente perecíveis.

Na terça-feira, pela manhã, o clima do mercado do entreposto ainda era de consternação diante do acontecido, principalmente na Rua do Milho e da Mandioca, onde os comerciantes não contam com câmaras frigoríficas e geradores e armazenam o alimento, já descascado e beneficiado para venda, em freezers comuns, que ficaram desligados. Houve perdas e transtornos também nos setores das hortaliças mais frágeis e frutas finas, porém, menores já que, com as câmaras frias, houve uma tolerância maior.

O presidente da Ceasa/GO entende que, pelo próprio caráter de empresa de alimento e de abastecimento que tem a Ceasa – a empresa atende Goiás e todo o Centro-norte do país –, e pelo impacto que pode causar, inclusive no fornecimento de alimento ao consumidor final, deveria haver por parte da companhia energética uma política de prioridade no atendimento desse tipo de chamado. “Afinal, somos todos parte do Estado de Goiás e prejuízo para a Ceasa pode significar prejuízo para a sociedade e economia goianas”, completou Jadir.

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